

So uma pergunta, você já leu "O Mundo de Sofia"? Não? Pois entao leia... Esse livro liberta a mente, tira-a de todo e qualquer pensamento mesquinho, trivial, superficial. Se você acha o conhecimento um instrumento de "libertação", esse livro é perfeito. E somente pessoas preparadas para esse tipo de leitura, saberao aproveita-lo ao maximo. Apesar de parecer um mero romance, ele trata de assuntos nao tao simples e um tanto delicados. o objetivo do autor ao inserir assuntos tao delicados numa obra simples era o de "popularizar" a obra. Mas infelizmente, nesse pais, pessoas que gostam de ler já são poucas, e pessoas sensiveis o suficiete para absorver seu conteúdo da forma merecida, menos ainda.
Bem, Você deve estra se perguntando "Pô, porque essa garota tah falando disso?". Não, eu nao to doente nao...Eu estava dando uma passeada pela casa quando vi minha irma lendo o livro, demos uma conversada sobre todo o enredo e o conteúdo, entao me deu um estalo - o mesmo estalo que senti quando vi o documentario "Farenheight-11 de Setembro"; entao pensei "Caramba, eu nao posso saber disso sozinha, nao posso guardar esse conhecimento só pra mim, nao posso ser tão egoísta. Preciso dividir com outras pessoas, preciso passar adiante...". E é isso q eu procuro fazer, todos os dias desde que li esse livro. E é isso q espero que façam, se tiverem oportunidade de lê-lo.
Ai vai um trechinho pra você ir se preparando...
"(....) à medida que crescemos nos acostumamos não apenas com a lei da gravidade. Acostumamo-nos, ao mesmo tempo, com o mundo em si.
Ao que tudo indica, ao longo de nossa infância perdemos a capacidade de nos admirarmos com as coisas do mundo. Mas com isso, perdemos uma coisa essencial - algo de que os filósofos querem nos lembrar. Pois em algum lugar dentro de nós, alguma coisa nos diz que a vida é um grande enigma. Já experimentamos isto, muito antes de aprendermos a pensar. (...)
Um filósofo nunca é capaz de habituar-se completamente com este mundo. Para ele ou para ela o mundo continua a ter algo de incompreensível, ou até de enigmático, de secreto. Os filósofos e as criançãs têm, portanto, uma importante característica comum. Podemos dizer que um filósofo permanece a sua vida toda tão receptivo e sensível às coisas quanto um bebê."